Original contemporary art prints.

ART DÉCO . Luxo para o povo

ART DÉCO . Luxo para o povo
21 de julho de 2016 Amaury Filho
Em Artigos

Goste ou não, o francês beijou muito pelo mundo, influenciando muitos artistas, e poucos estilos de design são tão reconhecidos e apreciados como o Art Déco. O movimento, que em 2015 completou 90 aninhos, deixou uma marca sólida em todos os campos do design ao longo dos anos 20 e 30, celebrando a crescente industrialização da sociedade com elegância e um traço artesanal deslumbrante.

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O Art Déco é uma releitura moderna do classicismo, um estilo de caráter decorativo com composições simétricas, elementos retilíneos e alinhamento impecável, ou seja, é ângulo reto pra caramba.

Após a infame primeira guerra mundial, os países europeus estavam economicamente arrasados e com sua atividade industrial lá no fundo do poço. Logo logo a sociedade norte-americana da fervilhante década de 20 daria festas com o boom do consumo resultante do surto industrial.

O tio Sam, inspirado no fordismo, (sabe o carinha que inventou o Ford T ? Pois é, culpa dele.) barateou o custo de produção para ampliar o mercado consumidor num mundo marcado por inovações tecnológicas, a melhoria na qualidade de vida, o nascimento de Hollywood, o movimento feminista dando o ar da graça e o Jazz explodindo.

Enquanto isso, além mar, surge a Exposition Internationale des Arts Décoratifs Industriels Modernes – exposição realizada em Paris em 1925, chamando a atenção mundial para um estilo que só seria intitulado de Art Déco nos anos 60, (afinal merecia ganhar uma abreviada). Em breve, a arte das ruas ganharia vida e se espalharia pela Europa e EUA como uma lepra, através de cartazes de publicidade, jóias, moda e mobiliário, insinuando-se pela música, definindo a arquitetura invadindo a recém-nascida Hollywood, e aí o estrago tava feito.

Numa acirrada concorrência entre empresas, a produção gráfica, a publicidade e o design caminham juntas nos anos 20. As empresas apostam suas fichas na identidade visual pra diferenciar seus produtos. Eram comuns cartazes de transatlânticos e esportes, bebidas e cigarro, revistas e capas de livro, utilizando uma tipografia sem serifa e geométrica. As cores primárias e as formas chapadas davam as composições fortes contrastes.

Filho do Art Nouveau, e neto do Movimento Arts And Crafts da Inglaterra, que durante um período notável, nos presenteou com elegantes embalagens, extravagantes cenários cinematográficos, tipos pesados ou cheios de filigranas e com cantos e extremidades detalhados.

Abaixo, exemplos de posters que deixam muito marmanjo de bobeira até hoje.

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Como por exemplo, temos o trabalho de A. M. Cassandre pseudônimo de Adolphe Jean-Marie Mouron (esses franceses…), cujas obras, especialmente cartazes publicitários, representam o melhor do Art Déco, com seu visual aerodinâmico e minimalista. O poster do Transatlântico Normandie (1935) é um dos mais famosos de Cassandre, esse incorrigível!

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